CADERNO DE ARTISTA / MATÉRIA

A MATÉRIA NUNCA MENTE.

A embalagem da BUGRE nasceu de um descarte. Durante a pandemia, o que parecia resto voltou a ser matéria.

Embalagens artesanais da BUGRE feitas à mão com papel reaproveitado
Embalagens BUGRE / papel reaproveitado, água, fibra e tempo

Durante a pandemia, o ateliê desacelerou e o papel que seria descartado começou a receber outra atenção. Rasgado, umedecido e pressionado à mão, ele deixou de ser sobra para se tornar massa, volume e abrigo.

Cada embalagem é feita manualmente. As fibras se reorganizam, secam devagar e guardam pequenas diferenças de cor, espessura e textura. Não há duas iguais, porque o processo também não se repete.

Sua aparência mineral não vem da pedra: vem do papel, da água, do gesto e das imperfeições que ficam visíveis. É uma matéria que não procura esconder sua origem.

Quando recebe uma joia, a embalagem passa a fazer parte dela. Não é apenas proteção. É o primeiro contato com a história da peça — uma forma artesanal que nasce do reaproveitamento e volta para o mundo carregando tempo.

O que seria descarte encontra outra permanência. A matéria muda de estado, mas não perde a memória.

Anel BUGRE em prata acomodado em embalagem artesanal de papel reaproveitado
Joia e embalagem / uma mesma atenção à matéria

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *