FORMA QUE CRESCE

Uma viagem entre Paris e Barcelona, onde a matéria, o fragmento e a curva voltaram comigo para a bancada.

Fachada da Casa Milà, de Antoni Gaudí, em Barcelona

Não viajo para reunir imagens. Viajo para encontrar perguntas que possam voltar comigo para o ateliê.

No Louvre, diante de esculturas interrompidas pelo tempo e de pinturas que carregam camadas de história, fiquei pensando na força de uma forma que não precisa estar inteira para permanecer presente. O fragmento não é ausência. Ele concentra o que resistiu.

Em Barcelona, a Casa Milà de Antoni Gaudí fez a pergunta mudar de escala. A pedra abandona a rigidez e parece crescer. As curvas não decoram a fachada: sustentam, conduzem, abrem passagem para sombra e luz. Os vazios e os ferros dos balcões participam da mesma estrutura.

Não procuro reproduzir essas obras. O que levo delas é uma maneira de olhar. Na BUGRE, a forma também nasce sem desenho fechado. Ela se descobre na cera, encontra resistência no metal e guarda as marcas desse percurso.

Escultura em pedra observada no Museu do Louvre
Escultura, Louvre
Junior Rodrigues diante de pinturas no Museu do Louvre
Olhar e pintura, Louvre
Junior Rodrigues diante da Casa Milà em Barcelona
Casa Milà, Barcelona
Junior Rodrigues observa a arquitetura de Paris pela janela do Louvre
Janela para Paris, Louvre

Uma forma não precisa ser regular para se sustentar. Um vazio também pode ser matéria.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *